quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mulher, Quero Ouvir Seu Jazz



Jazz. Essa música suave, doce e tranquilizante porém carregada de sensualidade, subjetividade e vibração. O som das cordas do contra-baixo sendo acariciadas suavemente, a baqueta brush pacientemente varrendo a caixa enquanto o bumbo marca o tempo num ritmo lento. O piano ditando a intensidade das emoções expressadas durante aqueles minutos de culto à boa música. Quando um tema romântico é cantado por uma voz aveludada dando ainda mais vida àquela junção mágica de instrumentos, tudo fica azul. Azul marinho. Forte e marcante, contudo belo e relaxante.

Essas baixas frequências adentram em meu sistema auditivo, fazendo vibrar-se a bigorna, transmitindo imediatamente ao meu cérebro toda esta energia, que me faz esquecer de tudo e analisar apenas cada nota tocada e cada palavra mencionada numa canção que fala vermelho como a paixão. Uma música dedicada totalmente ao cortejo e a expressar o quão mágico, bonito e 'deliciante' é amar uma mulher. Amá-la e perder-se nas curvas de seu corpo, viajar a lugares perfeitos ao ver seu sorriso, acariciá-la enquanto mexe em seus cabelos, segurar sua mão forte o bastante para inspirar-lhe confiança e delicadamente o necessário para não feri-la. Abraçá-la durante um longo tempo, ou pelo menos o suficiente para sentir seu cheiro, o toque suave de sua pele fresca e as badaladas do seu coração; batendo rápido o bastante enunciando seu amor e calmamente o necessário expressando a segurança em estar contigo.

O que uma música pode dizer que uma mulher não possa fazer? Que frequências podem soar a voz de uma mulher para seduzir um homem? Sei que é necessário amá-las como ouve-se a uma música, prestando atenção nos acordes principais e relevando algumas desafinadas ocasionais. Deve-se também cuidar delas como se afina um violão; sem apertar demais para não arrebentar a corda e sem afrouxar demais para que ela possa vibrar os belos sons de antigamente. Elas são como as sinfonias: têm altos e baixos, êxtases e calmarias, fúria e tranquilidade e jamais mudarão. Nem devem mudar. Nós é que devemos ajustar nossos ouvidos à melodia reproduzida e saber ouvi-la, sobretudo. A vida sem música não teria sentido, a vida sem mulheres não existiria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário