Ao olhar o mar, meus olhos se enchem de alegria.
É dele que se tira o sustento, o alimento.
É dele que vem toda inspiração para a vida.
É o que desperta a reflexão necessária ao humano.
Todo esse azul, toda essa imensidão, tão lindo.
Calmaria e agito, gerador e ceifador de vidas.
O que poderia ser mais esplêndido e instigante?
Nada, digo. O mar a nada se deve comparar.
Vida sem mar, velejar, navegar, nadar. Impossível.
Vida sem purificação, renovação, perdão. Insensato.
Vida sem amor, amar, apaixonar. Impensável.
Mar, ó mar. Azul, verde, cristalino, docemente salgado.
Na salinidade das emoções navego para o doce.
Doce da vida, do amor. Salgado de mar, de amar.