segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pequena homenagem aos mestres



                       

Professores são seres especiais. Escolher essa profissão não é pra qualquer um. Quando a decisão é tomada, inicia-se uma jornada por um mundo já visto antes, só que desta vez, com uma perspectiva diferente. Lembro dos meus anos iniciais de escola e de maioria dos professores que tive. Desde a época de recadinhos na agenda, nos quais o incentivo à aprendizagem era tão bem colocado. Da alfabetização, do aprender a ler as primeiras palavras em um quadro verde marcado pelo giz de várias cores. O que o professor dizia era, praticamente, uma verdade absoluta. Quanta confiança depositava neles. A escola era o lugar onde a paixão pelo conhecimento era desenvolvida e os professores eram seus difusores.
                 
Se hoje estou inclinado a seguir a profissão dos meus mestres, a culpa é deles. Me influenciaram muito. Se me perguntarem, consigo dizer o nome de todos os professores de inglês que tive até hoje. Em breve eu serei outro difusor e espero cumprir minha missão com muita competência, assim como comigo o fizeram.
               
 A valorização do professor deveria ser algo muito natural, um reconhecimento tão espontâneo quanto das tantas outras coisas a que damos um grande valor. Devido às adversidades, professores se tornaram heróis ao lecionar em ambientes limitados. Boa parte do que somos é devido à nossa educação, que remete à escola, que remete aos mestres.
                 
Neste curto e limitado texto, agradeço à todos os meus professores, que me ajudaram a chegar até aqui. Como ainda aluno e futuro professor, considero essa data muito especial. Que sirva mais do que homenagens, que sirva para reflexão sobre o papel dos educadores na vida de um cidadão, assim como seus devidos valores.
                 
Obrigado mestres! Parabéns a todos os professores!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

'Amar' de Carlos Drummond de Andrade

Belíssimo trabalho de Carlos Drummond de Andrade declamado de uma maneira singular pelo ator Paulo José. Tremenda beleza em versos e declamação. Aprecie!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os jardineiros e a natureza da amizade





Uma linda e frondosa floresta na Terra do Nunca foi derrubada. Os dois jardineiros que a cultivavam resolveram abandonar o lugar. Em um lugar onde o céu costumava ser claro, ensolarado e fresco, como um típico clima primaveril, agora é tempo de tempestade. As pequenas coisas que acontecem, até os poucos erros de comunicação, contribuíram para a destruição de algo tão belo, porém utópico.
                 
Não é qualquer um que consegue lidar com o amor em forma de avalanche, como algo grande que vem de repente. As árvores, os pomares, as bromélias, as orquídeas e tantas outras formas singelas de vida natural foram destruídas, arrasadas, por uma praga desconhecida. Não se conhece a origem de tal malefício, mas sabe que é de origem humana.
                
 Apesar de a vida ter sido praticamente dizimada, o solo ainda é fértil. Pode ser que em algum tempo, as aves migratórias no verão, semeiem este lugar, fazendo uma nova natureza germinar. O tempo, junto a um vento fresco e renovador, pode soprar naquele lugar e as nuvens carregadas que ali pairam sobre tal paraíso desconcertado, derramarão uma chuva intensa, que ajudará a exterminar o foco da malevolência, renovando tudo aquilo que já fora belo. Não se sabe quando isso vai acontecer, muito menos em qual estação. Talvez em tempos de primavera ou verão, quando o sol possa sorrir e finalizar o processo que a chuva começou. Talvez os jardineiros, mais maduros, resolvidos e com novas perspectivas, possam voltar a trabalharem juntos, compartilhando suas novas experiências. Talvez tanta semelhança os tenha desvirtuado, ou deslumbrado. Mas o tempo passa, as chuvas e o sol vão e vem. Tudo muda, tudo tem seus altos e baixos, nada é perfeito. Nem o amor.