segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vivendo e (Des) Aprendendo


Quantos dilemas enfrentamos na nossa vida, todos os dias. Nascemos com uma linda ingenuidade e a medida que vamos crescendo isso parece que vai se acabando. Inocentes, quando crianças acreditamos em tudo que nos falam, mas umas decepções aqui, outras ali e começamos a desconfiar das pessoas, até nos ensinam isso.

Viemos ao mundo amando incondicionalmente, distribuindo sorrisos e gestos carinhosos a todos que nos cercam. De repente nos limitam isso dizendo pra tomarmos cuidado, pois não sabemos as intenções de determinadas pessoas para conosco. O tempo vai passando, a vida nos 'ensinando' e aos poucos vamos perdendo partes tão bonitas da nossa essência, mas tudo isso por uma questão de sobrevivência. Aprendemos que nem todos são dignos do nosso amor, que promessas muitas vezes são em vão, que as pessoas das quais mais gostamos podem nos machucar, que existem pessoas más e que nem tudo é tão bom ao ponto de ficarmos totalmente satisfeitos nem tão ruim para que desejamos a morte.

A vida, este presente maravilhoso que recebemos, como uma peça de teatro para a qual somos convocados e se quer temos um roteiro para seguir. Um dos maiores erros do ser humano é amaldiçoar sua própria vida, desvalorizá-la, dizer que prefere a morte; que grande erro. Ingratos esses que mesmo tendo vindo ao mundo através da união de duas vidas, num ato tão belo e cheio de amor testemunhado pelos anjos. Não é de bom grado dizer que a vida não presta quando passamos por momentos difíceis, isso é uma atitude mesquinha e ignorante.

Muitos dos problemas que temos hoje no mundo seriam solucionados se a vida não estivesse tão banalizada e nem se o amor que muitos dizem que tem fosse realmente verdadeiro. Muitos gastam tanto tempo odiando outras pessoas que nem percebem que isso as destrói por dentro. Que bom seria se a humanidade encontrasse, como um todo, o verdadeiro sentido da vida e vivesse feliz para sempre.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Questionando Pensamentos



Ás vezes não sei o que fazer, o que fazer, o que escrever. Não sei se sinto amor, paixão, ou amizade. Ás vezes nem sei porque tenho vontade de chorar, mas os motivos pra rir são tão óbvios. Viajando, delirando e às vezes nem pensando. Como seria a vida se não pudéssemos imaginar? Como teríamos mais sorrisos? E aquela música que você escuta e lembra de alguém na hora, seja por um momento engraçado ou até por amor. E quando você conhece alguém que parece perfeito e pensa que aquilo vai durar pra sempre, mas no final se decepciona, ou não.

Possibilidades, amores, gestos, carinhos, olhares, atenção, felicidades, sorriso, lágrimas, sentimentos, cuidados, paixões. Quantas mil palavras conhecemos e outras tantas mil nem fazemos a mínima idéia de que existam, talvez até pessoas no lugar de palavras. Palavras vem e vão, pessoas vem e vão. Conhecimento vem e fica, talvez não. Quantas milhares de horas já ouvimos de música e quantos poucos minutos que ouvimos brigas. Deveriam nascer flores de nossos ouvidos por isso? Tantas coisas bonitas falamos e tantas outras ofensas. Nossa língua deveria ter espinhos por isso?

Quantas tantas vezes sentimos o amor e carinho que precisamos nos braços e aos abraços de alguém, mas sentimos falsidade nos beijos de outros? E se não existissem vícios nem guerra? O mundo seria perfeito ou o lado negro do ser humano trataria de 'desenvolver' outras coisas tão destrutivas? Se cada erro de escrita fosse uma ofensa e cada um que os corrige fosse mal, o mundo não teria pessoas boas, ou melhor, as que erram seriam boas. Será que um mundo diferente seria melhor do que no qual vivemos?

Tem uma música que diz que todos nós precisamos de alguém, e quando acharmos esse alguém, nunca devemos deixar que se vá. Na música parece ser tão lindo, mas me soa um pouco possessivo isso. Enfim, esquece, não vou parar de ouvir a música e a música pra sempre vai ser bonita. Conseguimos dar sentido a tantas coisas que parecem não ter, dar valor a tantos outros que não se dão. O importante é o que você pensa de você ou o que o mundo acha que você é? Responder ou fazer perguntas? Ouvir ou falar? Equilíbrio, será? Bem, só sei que devo parar de hesitar.