sexta-feira, 24 de junho de 2011

(Carta) Partirei Sem Teu Amor


Éramos tão amigos, tão iguais, tão parecidos. Tínhamos os mesmos costumes, mesmo jeito, mesma cabeça, até nossa aparência se assemelhava. Te amava tanto, significavas tanto pra mim. Por mais de dois anos conversava contigo como amigo, mas tinha uma paixão tão avassaladora por ti dentro de mim. Sonhava contigo todas as noites, pensava em ti todos os dias, te tinha pra mim em meus sonhos, eras tão especial. Me cativasse com esse teu jeito sincero, meigo, carinhoso. Me deste o que eu precisava.

Meu coração tolo perdeu o juízo e me fez sofrer tanto por ti. Todas as vezes que te via queria te dar um beijo, segurar por horas tuas mãos, dizer que te amava de um jeito especial. Nunca tive coragem de abrir minha boca pra dizer o quanto você tinha me mudado, pra dizer que te queria, que te desejava. Deixo essa carta pra ti hoje, expressando tudo que sempre quis contigo.

Nesse momento eu já devo estar distante, quem sabe já até sobre o Pacífico. A distância entre nós já era grande, e agora ficou gigantesca. Eu não ia conseguir falar contigo escondendo tudo isso que sinto. Nunca mais regressarei não quero mais que conversemos, pelo nosso bem. Arrumarei minha vida no meu novo país e espero que você seja feliz com a vida que sempre sonhou.

Eu não deveria estar nos teus planos, mas você estava nos meus. Sentirás minha falta como amigo, e eu sentirei a sua como um vazio dentro do meu peito. Apesar de querer uma nova vida e esquecer tudo que vivi no Brasil, nunca vou te esquecer. Pra sempre vou te amar, por toda a minha vida vou te amar, desesperadamente. Não conseguirás mais me achar, excluí qualquer forma de contato com qualquer um que ficou pra trás. Mais uma vez digo, fiz isso tudo para o nosso bem e principalmente porque te amo.

Fica bem,
Beijos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando Algo Não Parece Bem


Na montanha-russa da vida me perco entre meus sentimentos e desejos passando noites desolado, sem motivos pra acreditar nas coisas e nas pessoas. Sinto algo estranho, um nó na garganta, que me deixa pensativo e me entristece. O engraçado é que isso quase sempre é à noite. Não sei ao certo o motivo, muito menos uma solução plausível, logo me resta eu mesmo com as minhas músicas e devaneios, marcados em um papel branco pautado representando minha vida, escrito com uma caneta de tinta azul como as minhas lágrimas. Escrevo pra tentar expressar o que sinto, o que quero. Meus textos são pra mim como remédios: me dão esperança, aliviam mas não resolvem o problema. É provável seja um caso de ‘descontentamento descontente’ como dizia o poeta.

Me sinto diferente com meus gostos incomuns, mas eles me fazem tão bem. É tão bom ouvir The Carpenters e musica clássica, falar com siceridade, ser feliz sem me importar com o que pensam sobre mim. Apesar de algumas pessoas me acharem frio ou falso, me importo tanto com aqueles que me cercam. Aos que merecem, me perdoem se eu já os magoei de alguma forma, às vezes algumas coisas que digo são reflexos do meu jeito de ser, respostas da minha 'blindagem'.

Os talentos das minhas mãos se restringem a escrever textos de amor e os da minha boca a proferir palavras sinceras e às vezes até bonitas. O garoto que tanto gosta de falar outros idiomas e cantar é assim. Tudo bem que muitas vezes me passo um pouco, mas é só com o intuito de dizer ‘Oi, estou aqui contigo.’. Não tenho medo de falar o que penso nem defender o que sigo. Acho a traição a coisa mais feia e indigna e a compaixão o ato mais nobre.

Deitado na minha cama, às 3 da manhã escrevendo esse texto, um turbilhão de pensamentos passam pela minha cabeça. Tantas coisas que sabem de mim e tantas outras que não sabem. Sempre que praticar o amor, meu corpo viverá, sempre que acreditar nele, minha alma existirá e se mesmo após morrer, ainda continuar amando, descobrirei que todo o amor que dei foi pouco.