terça-feira, 14 de junho de 2011
Quando Algo Não Parece Bem
Na montanha-russa da vida me perco entre meus sentimentos e desejos passando noites desolado, sem motivos pra acreditar nas coisas e nas pessoas. Sinto algo estranho, um nó na garganta, que me deixa pensativo e me entristece. O engraçado é que isso quase sempre é à noite. Não sei ao certo o motivo, muito menos uma solução plausível, logo me resta eu mesmo com as minhas músicas e devaneios, marcados em um papel branco pautado representando minha vida, escrito com uma caneta de tinta azul como as minhas lágrimas. Escrevo pra tentar expressar o que sinto, o que quero. Meus textos são pra mim como remédios: me dão esperança, aliviam mas não resolvem o problema. É provável seja um caso de ‘descontentamento descontente’ como dizia o poeta.
Me sinto diferente com meus gostos incomuns, mas eles me fazem tão bem. É tão bom ouvir The Carpenters e musica clássica, falar com siceridade, ser feliz sem me importar com o que pensam sobre mim. Apesar de algumas pessoas me acharem frio ou falso, me importo tanto com aqueles que me cercam. Aos que merecem, me perdoem se eu já os magoei de alguma forma, às vezes algumas coisas que digo são reflexos do meu jeito de ser, respostas da minha 'blindagem'.
Os talentos das minhas mãos se restringem a escrever textos de amor e os da minha boca a proferir palavras sinceras e às vezes até bonitas. O garoto que tanto gosta de falar outros idiomas e cantar é assim. Tudo bem que muitas vezes me passo um pouco, mas é só com o intuito de dizer ‘Oi, estou aqui contigo.’. Não tenho medo de falar o que penso nem defender o que sigo. Acho a traição a coisa mais feia e indigna e a compaixão o ato mais nobre.
Deitado na minha cama, às 3 da manhã escrevendo esse texto, um turbilhão de pensamentos passam pela minha cabeça. Tantas coisas que sabem de mim e tantas outras que não sabem. Sempre que praticar o amor, meu corpo viverá, sempre que acreditar nele, minha alma existirá e se mesmo após morrer, ainda continuar amando, descobrirei que todo o amor que dei foi pouco.
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