quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Eu e Você




Estávamos sós. Eu, você uma tarde chuvosa. Enquanto assistíamos a um de nossos filmes preferidos, recostavas tua cabeça no meu ombro e o teu corpo se encaixava ao meu. Acariciei teu braço e dei um leve beijo no seu rosto. Te segurava firme para que ninguém te roubasse de mim. Imaginava comigo que era o cara mais sortudo do mundo por ter o amor de uma garota tão perfeita. De repente começaste a rir, sem algum motivo aparente. Te indaguei o porquê e dissestes que tinhas lembrado da nossa ultima viagem, na qual aconteceu comigo o que não ouso nem pensar! Beijei-a novamente e com um olhar profundo nos olhos repetiste que me amavas muito. Prova disso viria logo depois.

Com um ano desde o nosso primeiro contato eu ainda não te conhecia por inteiro. Sonhava em poder amar cada parte do teu corpo. Ambos leigos àquela situação, jamais poderia prever tal momento mágico, mas a ansiedade tomava conta de mim. Nossas peles diferentes misturar-se-iam como contrastes essenciais da vida. Éramos vitais um à vida do outro. Não escondia a satisfação de gastar contigo aqueles minutos preciosos da minha vida. O contato de nossos braços e pernas me faziam bem. Cheirava os teus cabelos com aroma de xampu suave enquanto te fazia um cafuné, no qual a minha mão ia desde o início da tua testa até o fim da tua nuca. Apertava meus polegares sobre teus ombros relaxados e a palma da minha mão deslizava delicadamente sobre teus antebraços. Beijei-te na nuca E respirei fundo para sentir o teu perfume. Seguraste meu braço firme e me agradeceste com um longo suspiro. Te abracei forte num angulo perfeito, no qual meus braços quedavam-se sobre os teus e encaixavam perfeitamente nos teus seios. Suspiraste novamente. Ergueste a cabeça à mim e me beijaste como da primeira vez que nos vimos. Com tanto calor e tanta tranqüilidade; com redenção e cumplicidade.

 Recostamo-nos às almofadas num movimento único e uniforme, num sincronismo que só o amor verdadeiro pode ter. Viraste para mim e disseste: te amo. Respondi com um sorriso seguido de um beijo terno. Coloquei teu cabelo para trás da orelha e não parava de acariciar o teu rosto, tocando a tua irresistível pele macia. Ficamos nos olhando com sorrisos bobos no rosto durante um bom tempo. Pus meu braço nas tuas costas e te segurei firme. Entrelaçamos nossas pernas. Neste momento, nos tornamos um só.

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