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quarta-feira, 30 de março de 2011

Tempo, Limite e Emoções


Quando acordei, olhei para o sol e pensei: como um astro repleto de fogo, com uma temperatura altíssima, consegue iluminar a terra na medida certa e nos permite que andemos sob ele sem provar de toda a sua ferocidade? E a lua, por que será que é tão bonita pra se admirar? Ela tem a luminosidade ideal para que a apreciemos sem que nos firamos. Refletindo sobre isso, consegui tirar mais uma lição que a própria natureza nos ensina, o limite. Na vida é necessário ter um limite pra tudo. Se abusarmos da bondade do sol, por exemplo, sofreremos suas conseqüências. É assim que acontece a todo o momento na vida. Evidente, é uma tarefa difícil ter auto-controle, ainda mais no mundo de hoje, onde vivemos e fomos ensinados à doutrina do rápido, do agora, do urgente.

O tempo é uma dádiva e cabe a nós administrá-lo com sabedoria. Há tempo e limites pra tudo. Essas duas palavrinhas são bem comuns, mas quase não costumamos associá-las. Se pensarmos a fundo, o tempo é um limite. O tempo nos limita de diversas maneiras, seja nos afazeres rotineiros ou nas emoções. É aí onde eu quero chegar. A relação entre: tempo, limite e emoções. Agora são três palavras que estão bem ligadas. Para expressarmos as emoções precisamos de tempo, pois emoções expressadas de uma forma ‘afobada’ as pessoas podem ficar um pouco assustadas. Também é necessário ter um limite para isso e dosá-las para não confundirmos as coisas.

É muito comum gastarmos um bocado de tempo pensando como vamos expressar as nossas emoções, principalmente se o receptor delas é alguém muito especial. Pensamos tanto que desperdiçamos tempo, isso tudo porque temos medo de exceder os limites. ‘HÁ! Que armadilha da vida, não?!’ Queremos demonstrar às pessoas que as amamos, mas não queremos exagerar. É isso que torna a vida uma adrenalina pura e um constante aprendizado.

Bem, vamos ao que interessa: como podemos nós, meros mortais, tão confusos sobre tantas coisas, aproveitarmos bem o tempo, enxergarmos até onde vão os limites e ainda dosar nossas emoções? Não é nada fácil. Primeiro porque cada humano tem uma noção diferente destes três tópicos e muitas vezes nós achamos que estamos tendo controle absoluto sobre eles, sendo que na pura verdade estamos mergulhados em nossos sentimentos – às vezes até afogados - justamente porque concluímos que isso é algo super difícil de se gerenciar. Uma coisa puxa a outra. Temos de associar estes tópicos com o meio em que vivemos e as pessoas com as quais lidamos. Seria muito cruel da minha parte, terminar esse texto com a frase simbólica ‘faça o que o seu coração manda!’. Pera lá, pô! Tudo bem, as emoções vêm do coração e podem até ser controladas por ele, mas quanto ao limite e ao tempo? São coisas físicas, racionais, lógicas, mas que estão diretamente ligadas às emoções. Neste ponto digo que somos cyborgs.

Colocando as coisas em seus devidos lugares, penso que primeiro devemos analisar o tempo e os limites, que na maioria das vezes, são coisas imutáveis, uma vez que emoções são maleáveis – na maioria dos casos. Aí vem na nossa cabeça que isso seria muito cruel com nós mesmos, dependermos diretamente de meios físicos e racionais pra expressarmos o que sentimos. Comparo então o limite a um valo, o tempo ao tamanho deste e as emoções à água, que supera obstáculos para chegar ao seu destino. Entretanto, muita água em um caminho estreito causaria uma desordem bastante significativa. Com isso quero passar que as emoções tem de ser bem controladas para não sermos impulsivos e atropelarmos tudo em nossa frente em busca de um único objetivo muitas vezes não muito certo.

Ao final, temos: emoções para compartilhar, um tempo para que isso seja feito e um limite para que não haja exagero. Só cuidado porque água demais transborda e água de menos seca. Ponderação é a chave. Demonstrar emoções no limite devido e no tempo certo de cada relação é fundamental. Além disso é um ato muito bonito, sendo primordial para se ter grandes amizades relacionamentos saudáveis.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não Vai Bem? Que Tal Uma Mudança?!



Não viva de saudosismo nem de desejos reprimidos passados. Arrependimento mata sim, mata os novos sonhos e o tempo que temos pra planejá-los. Esquecer de amores mal-resolvidos é difícil, mas é uma missão. Não é possível começar uma coisa nova cultivando outra antiga. Arrepender-se de algo só nos traz ainda mais arrependimento. Ficar remoendo as coisas que poderíamos ter feito é um perigo. Por mais que um amor que juramos ser o maior, melhor e único da vida não ‘superou as expectativas’, devemos nos conformar e seguir em frente. Mendigar o amor das pessoas é perigoso.

A vida é uma incerteza, nada se passar de dúvidas. É claro que podemos fazer planos para o futuro e devemos, mas sempre com cautela. Indo contra aquela psicologia controversa do ‘brinque mais, sorria mais, ame mais, viva mais e etc.’, não é fácil simplesmente de uma hora pra outra esquecer tudo que se passou e começar a distribuir sorrisos falsos por aí. Sorrir sem dentes e viver sem vida é difícil, mas algumas pessoas às vezes impõem isso à gente. Cada um sabe do seu coração e conhece suas vontades e suas possibilidades. Às vezes coisas que se aplicam a uma determinada pessoa não se aplicam a outra e só saberemos as corretas adaptações se nos conhecermos muito bem. Ter autoconhecimento e se valorizar são passos fundamentais para adquirir belos dentes e sorrir aos outros. Se amar é a única maneira de dar amor a alguém.

Na vida nada é fácil, tudo é um processo lento e gradual. Outra, não perca seu tempo tentando mudar os outros, se já é difícil mudar nós mesmos imagina aquele cabeça dura. Aproveite aqueles momentos tristes em que você só que ficar deitado nos escuro ouvindo músicas tristes para refletir. Reflita primeiro sobre seu dia para depois começar a refletir sobre a vida. Não dê ouvidos a todo mundo não, há pessoas que desejam o mal para a gente, sim, infelizmente há. Procure amigos sinceros e família para compartilhar seus problemas, mas primeiro pergunte se eles querem te apoiar naquela hora. Caso nenhuma dessas duas opções seja possível a você, converse com o espelho até que apareça alguém de confiança. Olhar nos olhos é fundamental durante uma conversa, pois expressa interesse e verdade, quem sabe olhando em seus próprios olhos conseguirás achar alguma reposta escondida entre eles o teu lóbulo occipital.

Depois da auto-análise é hora de começar a mudar certas atitudes, mas cuidado, vá aos poucos, senão em pouco tempo tudo volta como era e as pessoas em sua volta te estranhariam muito. Não se esqueça de conversar com você mesmo constantemente, pra sempre estar analisando as novas possibilidades de mudança. Não se afobe pra não atropelar nada, pois na vida, tudo é um processo lento e gradual.