Todos os dias nos encontrávamos à sombra daquela árvore frondosa e ali conversávamos sobre tudo. Tu me confiavas os teus segredos e eu te dizia dos meus. Te recostavas em mim e eu te acariciava enquanto sentia aquele cheiro gostoso do teu cabelo. Lembro que quando ficavas preocupada seguravas forte em meu braço e eu, pra tentar te acalmar, olhava firme nos teus olhos e dizia que tudo ficaria bem. Em seguida soltavas o sorriso mais lindo desse mundo e me abraçavas. Nossa amizade era tão bonita. Que orgulho eu tinha de ti. Durante tantos anos sempre fizemos isso, debaixo daquela árvore nasceu a nossa bela amizade.
Fomos crescendo e nossos objetivos também. Queríamos coisas diferentes, realizar nossos desejos e eu sempre sonhando em viajar para a Europa. Tu sempre dizias que irias comigo. Infelizmente não foi bem assim que aconteceu. Realizei a minha tão esperada viagem e acabei ficando dois anos por lá. Perdemos contato e não conversávamos mais, mas a tua falta apertava demais meu peito. Percorri todo o 'velho mundo' e não achei árvore igual àquela, muito menos com o seu principal adorno, aquela garotinha tão especial a quem amava tanto.
Quando regressei fui direto à nossa árvore e chegando lá vi um pequeno livro. Logo reconheci teu caderno de anotações. Mesmo sem nunca tê-lo lido longe de ti, sentei sob a árvore e comecei a lê-lo, principalmente o que escrevestes depois que parti. A cada palavra que corria entre os meus olhos aflitos por te encontrar, sentia que teu coração estava ali por perto. A cada hora que passava lia com mais voracidade e tudo que via me preocupava.
Foi então que levantei depois de horas sentado lendo aquele caderninho e dei uma volta em torno da árvore. Vi entalhado no tronco daquela árvore antiga o que me desolou. Uma trovinha que me fez cair e chorar. Estava escrito: 'A vida acabou, aqui estou. Deixo um caderno à lembrança de meu amigo eterno.' Um filme passou pela minha cabeça de tudo que tinha vivido com ela e todas as felicidades que ela tinha me trazido.
Um amor verdadeiro, fiel, que nada abalara acabou de forma tão ríspida. Até hoje não me conformo da maneira como fostes, mas nunca vou esquecer das tuas mãos delicadas, teu cabelo cheiroso, tua pele macia e, principalmente, da maneira como nos amávamos. A nossa cumplicidade era a prova de que amor de irmão existe e é tão profundo quanto os laços de família.
Escolhemos doarmos um ao outro sempre que preciso. Agora, sinto a falta do teu amor. Sei que estás olhando por mim aonde quer que eu vá. Jamais esquecerei das tardes de conversas longas sob a confortante árvore, que um dia alguém plantou, ela cresceu e deu frutos, assim como a nossa amizade. Nunca esquecerei dos momentos em que confortávamos um ao outro. Amor foi o que sempre sentimos um pelo outro, foi o que nos uniu. Sempre que sentir sua falta, olharei à noite para o céu e sorrirei para a estrela mais brilhante que houver. Estarás junto ao meu coração em todos os momentos, minha amada, meu anjo.

de extremo bom gosto as colocações de suas palavras em seu blog, parabêns agora o sigo, se der siga meu blog, sera bem vindo, Um fraterno abraço Mansur
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