E quando vem a vontade de
expressar os sentimentos, os pensamentos, muitas vezes tão profundos e
complicados que nem meus maiores amigos, o papel e a caneta, conseguem
entender, sou tomado por uma das piores sensações do mundo. É como se tomassem
a minha voz, como se calassem a minha boca, é como se roubassem a minha mente,
minhas ideias e a minha habilidade fundamental, a escrita.
Para alguns, escrever é algo
corriqueiro, que apenas faz parte do dia-a-dia auxiliando-nos a desempenhar
algumas tarefas, explicar ou ate entender algumas coisas. Para mim, escrever é
a única coisa que pode me salvar do mundo, é a única forma que tenho de consertar
algo na mentalidade ou no coração. É a única forma que tenho de rascunhar meu o
futuro, de pensar, de crescer, de evoluir, de existir. A cada palavra que
coloco no papel, meu coração suspira mais aliviado.
De nada adiantaria todo o meu
conhecimento, meus conceitos, todas as gramáticas, verbos, adjetivos,
substantivos e de todos os idiomas que domino se não pudesse repassar nada, se
não pudesse pô-los em prática através da escrita. Quando dizem que palavras não
adiantam de nada, sinceramente, eu me ofendo, pois sou um ser formado de
palavras, de ideias, de pensamentos, de conclusões. Seria completamente vazio
sem este conjunto todo, mas principalmente sem este material de expressão.
Escrever é tudo pra mim. É
explicitar o que sinto, o que quero, como é, como gostaria que fosse, como
queria que mudasse. Escrever é dizer ao mundo e a mim mesmo quem sou e a que eu
vim. Escrever é repensar, é não agir por impulso; é meu riso, meu choro, minha
vida.

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